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08.05.2018
Amor retribuído: conheça a história de filhos que doam carinho e amor para mães em tratamento contra o câncer

Depois de anos recebendo carinho daquela que os trouxe ao mundo, filhos largam empregos, recusam propostas de trabalho ou conciliam casamento para estarem perto da mãe, amparando-a na luta contra o câncer

 

Mães estão sempre prontas para ajudar e protegerem seus filhos em todos os momentos. Mas, por vezes, passam a ser cuidadas por eles quando as situações embaraçosas da vida batem na porta, como, por exemplo a descoberta de um câncer. Nesta hora, os papeis se invertem e os ‘herdeiros’ passam a retribuir o amor e o carinho que ganharam durante anos.

É o caso de Ivone dos Anjos, que largou o emprego para se dedicar integralmente ao pai idoso e a mãe, Maria dos Anjos, que está em tratamento de câncer de linfoma. A cuidadora de idosos de 52 anos conta que receber a notícia da doença, em julho de 2017, foi um grande susto, pois para ela D. Maria é o alicerce de toda a família. A filha, que hoje é responsável por cuidar da casa, desde a limpeza à organização, salienta que estar em casa é um privilégio e ajudar a mãe é sinônimo de gratidão a todo amor que recebeu ao longo da vida. “O amor é o melhor remédio e o de filho, então, nem se fala. Isso, com certeza, contribui muito para o seu tratamento e recuperação”, afirma.

A relação de Samanta Cristina da Silva, de 20 anos, com a mãe Lídia Rocha da Silva, 55, que tem câncer de esôfago, é também uma história de dedicação e apreço em tempo integral. A jovem já recusou várias propostas de trabalho para cuidar daquela que a trouxe ao mundo e conta, feliz, que não se arrepende da escolha. “Ela é totalmente dependente de mim, até na hora de comer, já que só se alimenta por sonda gástrica. Tenho certeza de que ser cuidada pela filha apresenta inúmeros pontos positivos. A liberdade, a confiança e a intimidade são bem maiores, sem contar no amor que é incondicional. Minha mãe já fez muito por mim, agora é minha vez de fazer por ela.” A mãe, Lídia Rocha, declara que se não fosse a filha sua vida seria mais difícil. “Sou muito feliz e realizada por contar com a ajuda dela. Só posso agradecer por tudo”, conta.

A gratidão também é nítida na fala de Nilza de Paula Rocha, de 58 anos, com câncer de mieloma múltiplo, diagnosticado há sete meses. “O apoio da família é muito importante. Meus dois filhos têm feito de tudo por mim, para o meu bem-estar e minha recuperação. Eles são meus maiores parceiros”, afirma Nilza brincando que receber de suas crias, comida, bebida e roupa nas mãos, todos os dias, depois de anos fazendo essas tarefas, é sua maior recompensa de vida.

A filha de Nilza, Fernanda Paula Teixeira, de 37 anos, não mora com a mãe, mas não fica um dia sequer sem visitá-la, no bairro Imbiruçu, em Betim, e ajudar em casa. Ela, que trabalha como Operadora de Máquinas, afirma que o dever dos filhos é sempre auxiliar os pais, e não somente na hora das adversidades. “O carinho faz toda a diferença para uma pessoa com câncer. Ela se sente melhor e mais feliz em ter os filhos por perto nessa hora. Enquanto tiver forças sempre estarei de prontidão para ajudar minha mãe”, conta Fernanda.

Carinho dos filhos pode ser remédio contra depressão

         A assistente social da ORCCA (Organização Regional de Combate ao Câncer), Lea Pinheiro, que acompanha de perto o tratamento vivenciado por Maria dos Anjos, Lídia Rocha e Nilza de Paula conta que o apoio da família é primordial e faz toda a diferença na recuperação. “Receber assistência de qualquer pessoa em um momento tão delicado, como a descoberta de um câncer, é sempre muito bom, mas quando este amparo vem de um familiar é diferente. A família consegue elevar a autoestima dos pacientes e ser uma fonte de amor constante para eles na hora em que mais precisam”, afirma.

Para ela o auxílio dos filhos também é crucial e de extremo significado para o tratamento. “Que mãe não gosta de estar junto dos filhos, ser acariciada e amada por eles. A presença deles alivia as dores, torna os dias menos angustiantes e pode, até mesmo, evitar a depressão da paciente”, finaliza.

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