Sala de
Imprensa

Fechar
16.03.2017
Estudo aponta como a queda dos cabelos interfere na autoestima de pacientes com câncer

Os cabelos estão diretamente associados à concepção de beleza da mulher. Por isso elas se sentem tão afetadas quando os fios começam a cair no tratamento contra o câncer

Várias mulheres, ao serem diagnosticadas com câncer, sofrem muito mais com a perda dos cabelos, decorrente das inúmeras sessões de quimioterapia, do que com a própria doença em si. E isso não é mera suposição. Segundo a tricologista Fernanda Tompa, sócia do Ntc Soluções Capilares by Wilma Perucas, empresa de Belo Horizonte especializada em próteses e perucas desde 1960, aproximadamente mais de mil pacientes oncológicas que buscam atendimento na clínica ao longo do ano, relatam o quanto a queda capilar interfere diretamente não só na autoestima, como também na qualidade de vida, e em seus relacionamentos interpessoais e profissionais.

O tema é tão complexo que a especialista mineira resolveu “investigar” o porquê desse símbolo tão forte para a aparência feminina (o cabelo), quando ausente, provocar abalos tão significativos em todos os aspectos femininos, e não só na aparência como todos acreditam. Pois só quem perde, sabe a importância e o significado disso.

As descobertas da empresária foram relatadas em seu trabalho de conclusão para a pós-graduação, apresentado na Faculdade Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Fernanda afirma em seus estudos que um dos principais motivos para a paciente oncológica se sentir tão fragilizada com a perda dos fios é a desconstrução da imagem, afetada pelos efeitos colaterais da doença. “A autoimagem, começa a ser formada ainda na nossa infância e está profundamente ligada, não só aos aspectos físicos, mas em conjunto com o nosso lado emocional e mental. No caso das mulheres, então, que desde tempos remotos da história da humanidade já eram cobradas por sua aparência física e já sofriam críticas quando não estavam dentro dos padrões, esse apego a aparência ainda é mais acentuado. E isso é algo tão forte, que existem autores, inclusive, que afirmam que a imagem da mulher na cultura se confunde com a da beleza, ou seja, ela deve ser bonita, do contrário não será mulher. É uma condição que chega a ser opressora. Por isso a perda do cabelo dói. Mexe com a feminilidade”, explica Fernanda.

Em um dos capítulos da monografia, Tompa ainda disserta acerca de preconceitos bem mais fortes que estão enraizados na sociedade sobre a imagem feminina e que interferem diretamente na autoestima da paciente com câncer. “Infelizmente existe entre nós a ideia equivocada de que beleza exterior combina com saúde, enquanto aparência desagradável é sinônimo de doença. Imagina para uma mulher com câncer, o quão difícil deve ser lidar com isso, tendo em vista que o efeito colateral do tratamento, que quase sempre é impossível de ser escondido. “Os cabelos caem involuntariamente, a pessoa emagrece, os sinais físicos são nítidos. Só o simples fato dela [da mulher] sair na rua com a cabeça raspada, instantaneamente já leva os outros à pensarem que ela teve ou tem câncer”, destaca a especialista.

O motivo desses olhares alheios de “desconfiança”, conforme pontua a tricologista é único. “A perda dos fios mostra claramente para a sociedade o diferente, a confirmação do adoecimento, que aguça a curiosidade e a compaixão, dificultando a aceitação da própria mulher por sua nova imagem, afinal é cultural que o gênero feminino exiba sempre cabelos longos e bonitos.”

Perda dos cabelos interfere na qualidade de vida

 

         Essa alteração física proveniente do tratamento contra o câncer, a alopecia, seja por cirurgias ou efeitos colaterais da quimioterapia, faz com que a autoestima das pacientes desça ladeira abaixo, o que não é novidade. O resultado deste efeito dominó, segundo conclui Fernanda, interfere diretamente na qualidade de vida destas mulheres. “O belo e a estética são fatores determinantes de felicidade para a natureza feminina. Tendo em vista que qualidade de vida é a combinação do bem-estar físico, psicológico e social e levando em consideração os objetivos e as expectativas de cada uma, a desfiguração da imagem gera influência em todas essas relações”, relata a profissional.

Fernanda comprovou, através de estudos bibliográficos, que as mulheres ficam muito inseguras com as transformações vividas e que a alopecia pode ser um dos piores efeitos colaterais provenientes do tratamento. Por estar dentro de um negócio que lida com isso diariamente, ela pode afirmar ainda que o uso de algum recurso para cobrir a região sem os cabelos se faz fundamental para o enfrentamento deste momento de forma mais confiante. “O mais importante, entretanto, é a maneira como se encara o momento, afinal de contas, a dor não é opcional, mas o sofrimento sim”, finaliza.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA:

Agenda Comunicação Integrada

Jornalista responsável: Maíra Rolim

Contato: (31) 3021-0204 | (31) 99120-1068

WhatsApp: (31) 98500-1358

Facebook.com/agendacomunicacao

Instagram: agendacomunicacao

www.agendacomunica.com.br