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27.09.2017
Frustração na carreira é grande inimiga da evolução profissional

Segundo consultora em desenvolvimento de pessoas, decepção profissional acontece, principalmente, quando definimos algumas metas e objetivos, mas temos dificuldade em operacionalizá-los. Melhor caminho para se prevenir deste mal é o autoconhecimento de expertises e potencialidades

         Segundo pesquisa da International Stress Management Association, realizada no Brasil em 2015, 72% das pessoas não estão felizes com o trabalho. Essa frustração acontece de várias formas, que vão muito além da atual crise que assola o mercado e que inúmeras vezes obriga as pessoas a seguirem caminhos profissionais com os quais não têm afinidade.

Para a consultora em desenvolvimento de pessoas Tânia Zambelli, com mais de 30 anos de carreira e experiência nas áreas de gestão de RH, consultoria organizacional e coach, a frustração e/ou decepção profissional acontece, principalmente, quando a pessoa define algumas metas e objetivos, mas tem dificuldade para operacionalizá-los, seja por fatores externos ou internos. “Externos são aqueles fatores ambientais: mudanças que possam ocorrer em relação à política, saturação de mercado, enfim. E os fatores internos, por sua vez, referem-se às dificuldades criadas pelo próprio profissional, que o impede de planejar sua carreira e consequentemente atingir seus objetivos. É bom lembrar, também, que às vezes ele pode até se planejar, mas não tem um plano B, caso algo dê errado”, afirma Tânia, acrescentando que quem age assim acredita cegamente que suas ações sempre darão certo e jamais pensa em caminhos alternativos. “Por isso, quando ocorrem falhas ou imprevistos, essas pessoas são tomadas por um sentimento de derrota, desmotivação”, ressalta.

Tânia afirma que o funcionário desmotivado não só dá sinais, como também verbaliza sua insatisfação.  Segundo ela, quando este profissional chega num escritório para um acompanhamento/coaching de carreira, já está consciente de que seus planos falharam.  “A frustração pode começar muito cedo na vida de uma pessoa, quando, por exemplo, ela escolhe um curso superior sem conhecimento prévio, baseada apenas nas influências de pais, familiares e amigos. Muitos, ao invés de desistirem e ir em busca daquilo que realmente querem, chegam a concluir o curso, mas ficam perdidos. Quer um exemplo? A pessoa estudou durante cinco anos para se formar em direito e trabalhar no escritório do pai advogado, mas descobre que não era nada daquilo que queria. O pai, por sua vez, não acredita nela como profissional, enxergando-a apenas como filho. Isso sem falar que o próprio filho não consegue vender uma outra imagem para seu pai e nem se posicionar como profissional. Ele acreditava que bastava apenas estudar, fazer o curso e aquilo já estava bom. O resultado dessa sucessão de erros e desencontros é uma frustração e decepção com a carreira, que pode afetar, inclusive a autoestima.”

Por isso, para a coach, o melhor caminho ou antídoto para se prevenir deste mal muito recorrente nos dias de hoje é se planejar, questionar-se sempre. “Mesmo que você tenha acertado na escolha da profissão, pergunte-se: o que mais eu posso fazer para me estabelecer no mercado, como profissional? Quais são meus talentos, minhas competências, pontos fortes, o que eu posso oferecer para o mercado, o que preciso aprimorar? Quando temos uma noção mais clara daquilo que nos move profissionalmente, as chances de frustração diminuem”, enfatiza.

Outra dica da especialista é deixar de lado a “síndrome do vitimismo”, situação em que o profissional culpa única e exclusivamente a empresa pelo seu insucesso. “Temos que lembrar que a carreira é do profissional, ou seja, só ele é responsável pelos caminhos que irá seguir. Se, por exemplo, ele não encontrar apoio dentro da organização para crescer, por mais competente que seja, deve ir em busca de uma outra que o reconheça. Pode ser que essa organização em que ele trabalhe hoje esteja imersa em um sistema que não priorize o plano de carreira, a meritocracia. São fatos que podem acontecer e contra eles é impossível brigar. Você vai reclamar? Se voltar contra tudo e todos? Vai ficar parado no tempo? Não. A solução é agir, se adaptar e encontrar um lugar onde você se sinta realizado dentro daquilo que planejou”, explica.

O mais importante para Zambelli é o profissional saber o que ele quer e aonde quer chegar. Quando isso acontece, os obstáculos tornam-se menos difíceis. “Quem tem um caminho bem traçado, consegue até mesmo administrar suas expectativas, e lidar com os prováveis nãos da caminhada, sem deixar de seguir em frente”.

As consequências de uma carreira frustrada

O peso de viver mergulhado na frustração não é nada agradável. Segundo Tânia, quem não consegue reverter este quadro, terá dificuldades para se estabelecer como um profissional da área, resultados poucos satisfatórios e sem falar que vai viver culpando tudo e todos para justificar sua infelicidade: o ambiente, a família, a política, o país, o mercado, a faculdade que fez, o gestor. “É uma pessoa que, ao parar de trabalhar, vai soltar a típica frase ‘Não quero nunca mais fazer isso’. Esse perfil é típico de quem passou pela vida sem nunca ter experimentado algo que de fato gostasse, se envolvesse. Mesmo que ele troque de organização sempre terá dificuldade em se auto-realizar. Isso porque não se encontrou”, finaliza.

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