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30.10.2017
Nutricionista dá dicas de alimentação para o dia do Enem

Vestibulandos devem priorizar alimentos leves, ricos em fibras, e evitar os gordurosos, como fast foods e industrializados. Eles aumentam desconfortos intestinais e podem deixar candidato com sono

 

         Mais de 6,7 milhões de pessoas vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste ano, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Pela primeira vez a prova acontecerá em dois domingos consecutivos, 05 e 12 de novembro. O primeiro dia terá linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de avaliação; no segundo será a vez de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de exame.

Nos preparativos finais para esta maratona, não basta apenas uma boa revisão do conteúdo ou aulas extras no cursinho. Pensar na alimentação adequada no dia do exame também é fundamental para que o candidato tenha um bom desempenho.

Segundo a nutricionista Júlia Mendoza, especialista em nutrição clínica, esportiva e estética, a principal dica para os vestibulandos é comer alimentos mais energéticos e evitar aqueles muito gordurosos, como por exemplo os industrializados, fast foods, preparações carregadas de molho e feijoada. “Os alimentos gordurosos, além de aumentarem as chances de desconfortos intestinais, podem deixar o candidato com sono, pelo fato de terem uma digestão mais lenta e acabarem ‘pesando’ o estômago”, explica a especialista. Os energéticos, por sua vez, contem mais fibras. Eles inibem os picos de insulina (altos ou baixos níveis de açúcar no sangue) e evitam perda rápida de energia. Do grupo de alimentos energéticos, fazem parte os carboidratos integrais, entre eles os cereais, grãos, massas e pães integrais. “Além de serem mais saudáveis, eles também são leves e fáceis de digestão. Desse modo o corpo não será obrigado a trabalhar muito. Consequentemente o cansaço vai demorar a chegar”, destaca Júlia.

Se por um lado exagerar na ‘comilança’ não é legal, fechar a boca também é uma postura equivocada. Para Mendoza, quem se submete a jejuns prolongados em dias de provas extenuantes como as do Enem pode ter uma crise de hipoglicemia, (glicose baixa) e como consequência sofrer desmaios e letargia, o que compromete o desempenho.

Para ter uma refeição saudável nos dois dias de testes, Júlia sugere um cardápio equilibrado. No café da manhã, uma polpa de açaí, 100 ml de água de coco, uma banana, uma colher de sopa de mel e outra de farinha de linhaça ou uma pitada de canela. Esta última, por exemplo, melhora a energia metal, a concentração e a motivação.

No almoço, a sugestão da nutricionista é uma salada bem colorida e variada, acompanhada de arroz ou macarrão integral com molho vermelho. “Alimentos integrais prolongam a saciedade”, ressalta. Peixe ou frango assado/grelhado, feijão, lentilha ou grão de bico também podem ser incluídos nesta lista. Para sobremesa, frutas cítricas como laranja, morango e abacaxi, ricas em vitamina C e anti-inflamatórias.

Já para aqueles que não abrem mão de um lanchinho na hora da prova, afinal é impossível ficar cinco horas sem comer, uma ótima opção é recorrer aos sanduíches naturais com frango/atum e alguns vegetais, ou queijo magro, mas sem esquecer de evitar a maionese. O motivo é simples: os ovos crus ou mal preparados deste condimento, principalmente quando ele é feito de forma caseira, são uma grande fonte de contaminação de uma bactéria conhecida como Salmonela, capaz de provocar grave intoxicação alimentar.

Por fim, a nutricionista ainda lembra a importância do candidato não esquecer a garrafinha d’água, essencial para a hidratação. A ressalva no quesito bebidas fica por conta dos isotônicos e sucos industrializados. “Eles devem ser evitados, pois estimulam a fome”, completa a profissional.

Chocolate: sim ou não?

 

Vários candidatos, principalmente os mais ansiosos, não abrem mão do chocolate para aliviar a tensão na hora da prova. Segundo Júlia, este ‘santo remedinho’, é recomendado desde que seja aquele com 70% de cacau. “Este tipo de chocolate tem menos açúcar, substância que em excesso pode aumentar a sede e fazer com que o estudante precise se deslocar a um bebedouro com mais frequência, caso não tenha levado a garrafinha d’água. Também é importante destacar que o chocolate com mais cacau é um excelente estimulante”, ressalta.

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