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24.11.2017
Os riscos de incluir a comida japonesa na dieta

Excesso de sódio e carboidrato presentes na culinária japonesa podem atrapalhar funcionamento da dieta e causar problemas à saúde. Arroz utilizado na produção dos pratos e molho shoyu são alguns dos vilões

A comida oriental tem, cada vez mais, caído no gosto e entrado de vez no cardápio da população. Segundo uma pesquisa gastronômica realizada pelo site de e-commerce Groupon, o sushi é o segundo prato preferido pelos brasileiros, perdendo apenas para o churrasco. Prova disso é o aumento de estabelecimentos de comida japonesa.

O sabor do peixe cru aliado à combinação do molho shoyo, um dos principais ingredientes da culinária japonesa, atraem o paladar de inúmeras pessoas, principalmente, aquelas que estão com o objetivo de emagrecer. Isso porque a comida oriental é, para muitos, a melhor opção quando se deseja uma alimentação mais leve e balanceada. Mas o que poucos sabem são os riscos que tais alimentos podem trazer à saúde e para a tão sonhada perca de peso.

Engana-se, por exemplo, quem troca um sanduíche de fast food ou uma pizza por um prato de japonês com o intuito de consumir menos calorias e como consequência obter emagrecimento. É o que afirma a nutricionista Júlia Mendoza, especialista em nutrição clínica, esportiva e estética. “Deve-se ter muito cuidado ao ingerir alimentos da culinária oriental durante uma dieta, pois o excesso de açúcar e sódio, por exemplo, encontrado em alguns ingredientes, podem engordar.” A profissional ainda afirma que o maior erro das pessoas é optarem pelo rodízio de japonês, pois o self service liberado faz com que o consumo exagerado seja consideravelmente maior.

Segundo a especialista, o consumo de dez peças de sushi de salmão é equivalente há 960 calorias, número este quase igual ao valor calórico de um combo de fast food com sanduíche mais acompanhamento de batata frita e refrigerante. “Outra comparação é que uma unidade de temaki de salmão com cream cheese contém 215 calorias, valor maior que de uma porção de batata frita pequena de fast foods”, revela.

Já o gohan, arroz utilizado no recheio do temaki e do sushi, é mais um exemplo de risco do menu japonês, pois por ser cozido no açúcar e no vinagre, tem excesso de carboidrato refinado, propiciando aumento do peso corporal. Outro item muito utilizado no famoso ‘almoço japa’ e que também provoca o aumento da quantidade de calorias do prato é o molho shoyu, que é uma iguaria de soja, utilizado para dar aroma e sabor à refeição. Este tipo de molho pode causar risco de pressão alta, por conter um excesso de índice de sódio.

Júlia afirma ainda que a melhor solução é evitar todos esses alimentos ricos em sódio. “Tomar cuidado com o alto consumo desse nutriente e também com o excesso de carboidrato é fundamental, pois em exagero esses nutrientes podem causar, inclusive, diversos problemas futuros, como aumento do colesterol, complicações cardíacas e renais, entupimento de veias, retenção de líquido, entre outros”, salienta.

Além disso, a nutricionista afirma ser fundamental observar se o estabelecimento está de acordo com os regulamentos da Vigilância Sanitária. “Vivemos em um país tropical, com dias quentes, fator determinante para a contaminação microbiana. O congelamento e descongelamento frequente dos peixes, por exemplo, podem ajudar no surgimento de bactérias, que representam uma ameaça à saúde. Por isso, a limpeza do local e o modo de preparo dos pratos são condições primordiais para o consumo”, explica.

Por outro lado, Júlia também faz questão de ressaltar o que há de bom na cozinha da terra do Sol Nascente. Ela afirma que a culinária japonesa também possui seus pratos ricos em nutrientes. “Caso você não resista àquele japonês no fim de semana, prefira os sashimis, cogumelos e pratos com vegetais, como pepino e gengibre. Eles são a prova de que a riqueza desta peculiar culinária pode ser aproveitada e consumida com cautela e da maneira certa”, finaliza.

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