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23.11.2017
Planejamento é fundamental para seguir carreira no exterior

Profissionais recorrem ao processo de coaching para analisar, refletir e tomar uma decisão nesse importante momento da carreira

Fazer carreira no exterior pode parecer algo inatingível, distante. Afinal, mudanças excessivamente bruscas, que envolvem a adaptação a um novo idioma, estilo de vida e hábitos completamente diferentes são quase sempre desafiadoras. Entretanto, este caminho tem sido trilhado com mais frequência do que imaginamos. Isso porque, de acordo com a Receita Federal, entre 2014 e 2016 foram entregues 55.402 declarações de saída definitiva do país, um um crescimento de 82% em relação ao triênio anterior.

Segundo a consultora em desenvolvimento de pessoas Tânia Zambelli, com mais de 30 anos de experiência nas áreas de gestão de RH, consultoria organizacional e coach, muitos profissionais já estão sem medo de deixar o país. E o contexto de crise, tanto política quanto econômica, que vem marcando os últimos três anos, pode ser um ‘facilitador’ para esta tomada de decisão. “Hoje em dia, percebo entre os clientes que atendo, inclusive aqueles com uma carreira mais avançada, ou seja, que não são necessariamente jovens recém-formados, o desejo por uma experiência lá fora”, destaca a coach.

É o caso do profissional da Área de Segurança e Meio Ambiente, Glautiere Paiva Gomes, de 37 anos, que depois de trabalhar por duas décadas como Gerente de Segurança e Meio Ambiente em uma siderúrgica multinacional, no Vale do Aço, decidiu se mudar com a família para a França, em agosto deste ano, para continuar desenvolvendo o mesmo trabalho. Mas, para dar este importante e corajoso passo, sem nenhum resquício de dúvida, Gomes, que já estava em um coaching para desenvolvimento da liderança, levou algumas reflexões, dúvidas e incertezas para o processo, de modo que pudesse desenvolver seus pontos mais fortes, preparando-se assim, para a mudança que estava por vir. “Aperfeiçoei minha resiliência, resistência e paciência, afinal saí completamente da zona de conforto”, afirma. Aulas de francês com um professor especializado no idioma e visitas ao país de destino também fizeram parte do planejamento para a transição. “Nada foi feito do dia para a noite. Era um sonho de longa data. A mudança foi bem pensada, mesmo porque envolveu minha esposa e meus filhos, que hoje felizmente já estão se adaptando em uma nova escola. Ela [a esposa], atualmente, também já faz aulas de francês. Hoje nosso Belo Horizonte virou Paris. Passamos a conviver com uma nova cultura e ganhamos novas perspectivas”, revela o engenheiro, acrescentando que o coaching foi fundamental para ele aprender a lidar com os momentos de pressão que certamente iriam bater em sua porta na nova vida.

Quem também recorreu ao coaching, como forma de se preparar para uma carreira no exterior foi o gestor de projetos Francisco Wykrota, de 38 anos, que insatisfeito com a cultura corporativa no Brasil, decidiu, em 2015, partir para os EUA, onde, hoje, trabalha na Boston Scientific, no Núcleo da América Latina e Caribe, fazendo parte de um programa entre a empresa e a faculdade, onde faz mestrado (LLM), para desenvolvimento de capacidades dentro da área jurídica. “A corrupção endêmica nos diversos setores produtivos no Brasil, apenas contribui para um mercado onde a escolha dos profissionais nem sempre é dada pelas suas qualificações e habilidades, mas sim por quem está indicando. Isso sem falar de outros fatores políticos, que muitas vezes derrubam uma competição justa entre profissionais, seja para contratação ou promoções”, afirma.

Depois de ter feito a mudança, Francisco afirma estar bem mais satisfeito com os rumos de sua carreira. “Aqui nos EUA já fiz mestrado em direito internacional e um novo bacharelado em direito. Também fui capaz de compreender o que é ser reconhecido por minhas capacidades profissionais”, revela.

De acordo com Wykrota, os EUA é um país muito acolhedor para profissionais qualificados que desejam imigrar para lá de forma definitiva. Prova disso é que ele já recebeu diversas propostas de trabalho, além de vivenciar oportunidades não só em escritórios locais, mas também em grandes empresas, líderes no mercado mundial.  “Se ele [o profissional] tem boa formação acadêmica e perfil qualificado, a legislação americana permite, inclusive, o pedido do Green Card, sem o patrocínio de um empregador. Poucas pessoas sabem disso, não acreditam que suas qualificações são suficientes para pedir o documento, mas na verdade são”, pontua.

As conquistas para quem cruza o oceano

Para a coach Tânia Zambelli, quem vai para o exterior, volta ao Brasil, caso queira regressar, com uma visão muito mais ampla e analítica, completamente diferente daquele que passou a carreira toda em seu próprio país. “O profissional que não teve essa experiência de trabalhar fora acaba tendo contato apenas com um tipo de cultura e, consequentemente, fica com um olhar mais restrito e local”, enfatiza.

Mas para cruzar o oceano em busca de oportunidades, Zambelli não recomenda agir por impulso. Segundo ela, o profissional precisa refletir se estará disposto a desenvolver outros tipos de trabalho, inclusive os operacionais, caso não consiga encontrar algo em sua área, de imediato. “Por isso o planejamento é fundamental. Quem se planeja sabe até a hora de voltar, caso algo não dê certo, podendo trazer grandes aprendizados que serão diferenciais para a sua carreira, como uma nova língua, experiências e conhecimentos”, finaliza.

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