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25.05.2017
Tabagismo mata mais de 5 milhões de pessoas por ano

Dia Mundial sem Tabaco é fundamental para alertar população para perigos do cigarro. Segundo oncologista, conscientização pode não só diminuir quantidade de fumantes, como também reduzir incidência de cânceres

No próximo dia 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco e a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um importante alerta: o tabagismo mata anualmente mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo os fumantes passivos, aqueles que apenas respiram a fumaça do cigarro. Além disso, o uso prolongado da nicotina, principal ativo do tabaco, é responsável por 30% das mortes por câncer de boca e 90% dos óbitos por câncer de pulmão. Outras partes do corpo também afetadas pela doença são a laringe, rins e uretra, por onde passa a fumaça do cigarro.

O mais lamentável de todos esses dados é que eles poderiam não existir. Isso porque o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. “Por isso o 31 de maio é importante, afinal, alertar a população para os perigos do cigarro, pode contribuir para a queda na quantidade de fumantes e diminuição desses cânceres”, explica o oncologista Bruno Côrtes Aragão.

O médico, que também é membro da Organização Regional de Combate ao Câncer (ORCCA), entidade sem fins lucrativos de Betim, que presta assistência a pacientes oncológicos e seus familiares, afirma que a conscientização ainda é capaz de reduzir custos de saúde, que são muito onerosos, principalmente em relação aos medicamentos para tratar casos onde o diagnóstico de câncer já está constatado.

E engana-se quem pensa que o cigarro é o único nocivo à saúde quando se pensa em tabaco. Apesar de ser o primeiro mais lembrado, todos os derivados desta planta, que podem ser usados na forma de inalação, como charutos, cachimbos, narguilé e cigarros de palha; aspiração (rapé); e mastigação (fumo de rolo), não deixam de ser perigosos. “O consumo desses produtos provoca a absorção de 4.720 substâncias tóxicas pelo organismo, [40 delas são comprovadamente cancerígenas] e também pode causar impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata”, cita o médico. Isso sem falar que fumantes ficam bem mais suscetíveis a doenças cardiovasculares, infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Outro fator destacado por Bruno que reforça ainda mais a necessidade dos fumantes abandonarem o cigarro e daqueles que ainda não experimentaram jamais terem a curiosidade pela primeira tragada é o fato do câncer de pulmão ser uma doença silenciosa, que dificilmente manifesta sintomas. “O paciente desenvolve o câncer ao longo da vida. Antes ele pode ser acometido, por exemplo, por enfermidades como bronquite crônica ou enfisema pulmonar. Ninguém começa a fumar hoje e cinco anos depois está com câncer. Isso é raro”, pontua. Entretanto isso não significa que é possível se render ao vício por um curto espaço de tempo e depois parar. “O ideal é não fumar, não iniciar esse hábito”, finaliza o médico.

“Projeto Antitabagismo” estimula autonomia do usuário para se livrar do vício

Para aqueles que infelizmente já fumam, mas querem largar o cigarro, devido aos inúmeros riscos à saúde que ele oferece, a ORCCA – Organização Regional de Combate ao Câncer, desenvolve o “Projeto Antitabagismo”, com o apoio da professora Valéria Tassara, do Departamento de Psicologia da Faculdade Pitágoras de Betim e de dois estagiários do curso.

De acordo com a educadora, o projeto, que acontece desde março de 2016, e atualmente atende seis pessoas fumantes, consiste em encontros semanais nas dependências da ORCCA, feitos com a equipe da professora e esses usuários. “Neste momento eles compartilham conosco os motivos que os levam a fumar, sejam eles problemas familiares, ansiedade, estresse, angústias do dia a dia, e o mais importante é que todos são tratados de forma individual”, explica Valéria, acrescentando que o paciente é o único responsável em determinar o momento em que vai deixar o vício. “O processo é gradual. Não impomos datas, prazos e muito menos medidas severas. Ele não precisa cortar o cigarro só por que um membro da família já parou, afinal temos que considerar as particularidades e o tempo de cada um”.

A partir do conhecimento das causas para o consumo do tabaco é que Valéria e sua equipe sugerem um leque de ações que vão impactar, a curto, médio ou longo prazo no estilo de vida da pessoa atendida. As mudanças, segundo ela, podem ocorrer de diversas formas: através do investimento em uma alimentação mais saudável, o que culmina na rejeição ao cigarro; da adesão a exercícios físicos ou até mesmo pela simples decisão do paciente em não mais fumar, motivada por uma nova postura diante da vida.

E os resultados nesse processo têm sido satisfatórios, segundo a psicóloga. Todos os seis pacientes que participaram do projeto no ano passado relataram redução no consumo de cigarros sem precisarem recorrer a mediações específicas, ou seja, fizeram cortes a partir de mudanças comportamentais. “Uma de nossas pacientes, por exemplo, fumava 40 cigarros por dia e num prazo de menos de 3 meses, após constatar o que tanto a atraía para o vício, passou à consumir apenas três.

Esse processo de reversão, embora aparentemente difícil, é possível de ser concluído com sucesso, conforme ressalta Tassara. “Basta que o paciente tenha uma dose de estímulo, acredite na mudança, conte com o apoio de alguém que possa apoiá-lo e que, principalmente, não o condene, mesmo diante de possíveis recaídas”, finaliza a professora.

Serviço:

Projeto Antitabagismo da ORCCA

Horário: Os encontros acontecem todas as quartas-feiras, de 15h30 às 17h. Já as inscrições para o projeto acontecem duas vezes ao ano.

Endereço: Rua Hum, 337 – Jardim Brasília – Betim/MG

Informações: (31) 3595-3882

A ORCCA também precisa de doações para continuar ajudando os pacientes com câncer. Interessados podem doar qualquer quantia, descontada nas contas da CEMIG, por boleto bancário ou transferência para o Itaú (Agência 3195, Conta Corrente 17774-0). São aceitas ainda doações de fralda geriátrica, cesta básica, suplementos e leite.

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